cozinhar e gerir a casa | cooking and home managing

O meu jardim suspenso

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Todos os Verões a história repete-se: voltamos de férias, o calor continua a apertar e eu vejo a varanda despida, com poucas flores, e fico com vontade de ter um jardim…
E lá vamos nós (ele tem muita paciência para os meus caprichos, é verdade!) rumo ao Horto, falar com alguém que nos (me) compreenda. – Ai, sabe, tenho uma varanda grande, com sol o dia inteiro e nada lá dura. (É claro que não digo que me esqueço de as regar e de tomar conta delas, como merecem, porque ninguém precisar de saber dessas coisas.)
Mas todos merecemos uma nova oportunidade, não é? Eu, os canteiros, o regador e as flores agora somos amigos inseparáveis. E prova disso são todas estas bonitas flores que abriram hoje, enquanto eu estava enfiada num escritório alcatifado e onde não é permitido abrir janelas. 
Elas estavam à minha espera para serem fotografadas.
Apresento-vos as petúnias, na primeira foto, e as portulacas, na segunda foto – chegaram no Domingo e hoje já se sentem em casa!

Lixívia: não mexer!

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Lixívia: não sei porquê que a inventaram, nem porquê que a compro…
Cada vez que a uso, acontece uma asneira!
Quis tirar uma nódoa de uma peça branca (que não saiu), acabei por estragar uma blusa que tanto gosto!
Só me apetece dizer asneiras daquelas com muitos erres!!!
Pensei em tingi-la numa cor mais escura, mas não tenho experiência nessa área.
Alguém já experimentou?
Preciso de conselhos, truques, recomendações… please!

Bolo de chocolate

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Ontem foi o aniversário da Rita, a minha “stepkid” (gosto mais desta expressão, porque acho ‘enteada’ uma palavra feia…). A Rita gosta muito de chocolate e de surpresas.
Este é um bolo que se faz depressa, com poucos ingredientes, sem forno, mas convém estar algumas horas (pelo menos 10/12h) no frigorifico. 
Ingredientes:
Bolachas shortcake de chocolate
Natas para bater
Açúcar
Cacau/morangos/smarties – para decorar
Nem precisava de explicar, porque só com a lista dos ingredientes chegavam ao resultado final, mas vou-vos contar os truques que uso:
O nr de pacotes de bolachas que uso varia consoante o prato onde vai ser montado o bolo e o nr de gulosos convidados. Normalmente com 4 ou 5 pacotes já faz um bolo vistoso (ontem usei 7!).
A quantidade de natas é proporcional à das bolachas, claro. 2 pacotes de 200ml chegam para a quantidade de bolachas habitual (ontem usei 3!).
O bolo é composto por camadas alternadas de bolachas e natas, previamente batidas com açúcar a gosto.
Truques:
. Ao bater o primeiro pacote de natas, não deixar engrossar demasiado para que as bolachas possam absorver bem o creme, ficando macias ao fim de umas horas.
. Pincelar a parte de baixo das bolachas que compõem a primeira camada, com as natas batidas, para que estas se ‘agarrem’ ao prato.
. Colocar as camadas de bolachas de forma transversal para que as fatias de bolo fiquem mais consistentes. Por exemplo na primeira camada arrumam-se as bolachas encostando-as umas às outras pelo lado mais comprido, na segunda camada encostam-se pelo lado mais curto.
. Ao bater o último pacote de natas deixar engrossar um pouco mais para que a última camada fique bem coberta.
. Se não o quiserem muito doce, polvilhem com cacau por cima.

A Rita adorou a surpresa, valeu a pena ter acordado antes do sol para o preparar pela fresquinha e deixá-lo a descansar no frio!

Bolo de Banana :: Banana Cake

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Ontem à tarde, mostrei no Facebook, imagens de um bolo que estive a fazer, que me aqueceu e perfumou a casa e que foi a nossa sobremesa ao jantar, só os dois, ele constipado e eu a tossir, deliciámo-nos com uma fatia cada um.

O pretexto foi o de usar o resto da cobertura de queijo-creme, que eles fizeram para os cupcakes do Reveíllon, porque sobrou mais do que se gastou.

Como não vos quero a cobiçar o nosso bolo, porque os miúdos hoje também o vão querer comer como sobremesa ao jantar, aqui fica a receita que uso já há alguns anos.

Começe por ligar o forno a 180º para que este aqueça enquanto faz o bolo, e pode untar uma forma redonda com 20cm de diâmtero (a minha tem um pouco mais, 22 ou 24).

Derretem-se 150gr de manteiga no micro-ondas (ou em banho-maria), colocam-se na batedeira juntamente com uma chávena de açúcar branco. Mistura-se bem. Juntam-se 2 ovos inteiros e uma chávena de banana esmagada (usei duas grandes, convém que estejam maduras). Bate-se tudo a uma velocidade baixa, para ligar bem. (Continua a ter uma massa um pouco líquida, está na hora de juntar a farinha.) Junte duas chávenas de farinha, gradualmente, onde já adicionou uma colher de chá de fermento em pó. Dissolva uma colher de chá de bicabornato de sódio em 3 colheres de sopa de leite e junte à massa. Bata a uma velocidade mais rápida durante pelo menos 2 minutos. E já está!
Agora é só despejar na forma e deixar que coza. O meu levou cerca de 40-50 minutos, esteja atenta e vá usando o truque de espetar um palito, ou um esparguete no meio, para ver se já está cozido.

Quando arrefeceu coloquei a cobertura que já tinha em casa e decorei com os bagos de romã, por ser Dia de Reis!

Resultado: iummmie!!!

I’ve showed this photo yesterday at my Facebook Fan Page. This is a banana cake recipe that we use often here at home. The reason to make this one was to use our left over cream cheese topping, that was made by the kids for their red velvet cupcakes for new year’s eve party!

If you would like this recipe, please send me an e-mail, and I will translate it for you!

organizar

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Quando o ano começa, gosto de organizar tarefas, iniciar projectos, escrever muito.
Tenho uma Moleskine só para a gestão das encomendas, uma agenda digital no telefone, mas gosto de ter uma maior, e mais completa, para ter em casa e poder anotar ideias para meses futuros, relembrar consultas médicas, marcação das férias e outras coisas que nos dão prazer fazer em família.

No ano passado, quando tive o prazer de conhecer em carne e osso, uma amiga virtual, a Maria Cachucha, ela ofereceu-me esta bonita agenda, para ser utilizada este ano. É bem gira e muito apropriada às minhas actividades.

E hoje já está a uso!

Podem encontrar aqui uns pequenos Moleskines, personalizados de forma bem bonita:

Greengrass2
SleepingFox
PanopraMangas

(des)organização

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Organização!
É uma palavra que me falha muitas vezes…
Recentemente sinto que a minha corda está a ser esticada até ao máximo, em todas as áreas da minha vida – no trabalho não temos tido um momento de folga (já sei, já sei, nos dias de hoje isso não é motivo de queixa, antes pelo contrário… mas, respondo eu, porque não aliviam de vez em quando?), em casa é a preparação para o arranque do novo ano lectivo, acrescido ao facto de sermos uma família grande e haver sempre o que fazer, e por fim, o hobbie – costurar/criar/tricotar/chochetar/bordar.

Este último ponto estimula-me, mas ocupa-me muito tempo, daquele que eu não tenho de sobra. Porque enganem-se – não é ‘O Homem pensa e a Obra nasce’, não senhora! É preciso pensar, comprar materiais, cortar, cortar, cortar, coser, coser, coser, fotografar e divulgar, divulgar, divulgar!!!
Quero estar em todo o lado e… não posso… someone’s gotta give!!! Really!

Estipulei o meu próprio tempo de organização – até final do mês Eu tenho que alterar alguns hábitos!

(Se estiverem a estranhar o bordado das iniciais num par de peúgas, eu explico – cá em casa há 12 pés, 8 deles são quase do mesmo tamanho e há muitas meias iguais!!! É preciso distingui-las…)

cá por casa

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Quando os míudos estão todos em casa, ouvem-se mais gargalhadas, ouvem-se mais reprimendas, faz-se mais comida, dorme-se menos, gasta-se mais dinheiro em compras. É tudo mais, mais gastos, mais ruído, mais rabujice, mas tudo isso significa muito mais amor.

Forrámos a parte da frente dos cadernos da Carol, as capas eram simples, de uma cor só, sem muita graça. Os tecidos foram escolhidos por ela, gosta de flores e de tecidos da Cath Kidston. Cortei-os, deixando uma pequena margem para o PP aplicar a película aderente por cima, com espaço suficiente para se colar à capa e prender por dentro.

Preparei uma carteira porta-documentos, no tecido Liberty que a J. escolheu. Ela é fã dos tecidos Liberty e na Primavera pediu-me uma clutch amarela, cheia de girassóis.

No forno estava um bolo de chocolate húmido, feito pelo Pedro M. com a minha ajuda, porque o cozinheiro ainda não tem grande experiência em sobremesas. Vai ser comido depois do jantar, quando os pais do PP vierem tomar um cafezinho e por a conversa em dia.

E assim se passam excelentes fins de semana.
Como passam os vossos?

sempre em festa

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Uma das características de se ter uma família grande, ou pelo menos, com muitos ramos e afins, é o facto de existirem inúmeras festas de aniversário, por ano. Quando se tem muitos filhos e enteados, irmãos, cunhados, irmãos dos cunhados, tios dos cunhados, os amigos, os filhos dos amigos, etc… é fácil ter os fins-de-semana ocupados entre festas de aniversário, baptizados, casamentos, bodas disto e daquilo, festas de fim de curso, e por aí fora.

Ora estes festejos e encontros, por um lado, tornam difícil seguir e manter qualquer dieta, por pouco rigorosa que ela seja. E por outro lado, implicam que se tenha uma parcela do ordenado exclusiva para os presentes dos festejados do mês.

Mas desde que comecei a fazer as minhas peças mais assiduamente, não só deixei de abrir a carteira para comprar inúmeros presentes, como passei a oferecer apenas peças feitas por mim – e algumas são carteiras.

Desta vez, para a festa dos 80 anos da sogra do irmão do PP, onde se juntaram cerca de 60 pessoas, fiz um conjunto mais clássico, ao estilo da aniversariante: um porta-moedas, um coração de alfazema para perfumar as gavetas e um porta-chaves também em forma de coração.

E vocês, que truques usam quando chega a altura de oferecer presentes?

Tentativa de Folar de Olhão (ou da Avó Rosa)

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Nota: Em primeiro lugar tenho que dizer que, como não tinha a minha máquina fotográfica operacional, estas fotografias foram tiradas com o telemóvel, por isso é que estão assim… uma bodega!

A minha Avó Rosa (avó materna) era uma excelente cozinheira e doceira. Viveu em Olhão quase toda a sua vida e aprendeu a fazer o Folar de Páscoa à moda daquela terra. É um bolo que nós sempre gostámos muito e tivemos sempre pena de não ter ficado com a receita dela.

Durante a minha infância vi-a fazer provavelmente centenas deles, portanto sei como se faz (ou pensava que sabia…) mas não sabia as doses certas. Este fim de semana lembrei-me dela, lembrei-me dos folares e resolvemos abraçar a obra. Pesquisei receitas na internet e acabei por adoptar aquela que me pareceu mais próxima do original. Querem tomar nota?

Usei estes ingredientes e fiz 3 folares pequenos:
1 kg farinha de trigo
60 g fermento de padeiro
130 g de banha de porco
250 g de manteiga
1 cálice de aguardente
Sumo de 2 laranjas (eu só tinha uma cá por casa, juntei um pouco de limão)
Açúcar amarelo (gastei quase um kilo com os 3 folares)
Canela

Junta-se a farinha com a banha, com metade da manteiga, o cálice da aguardente, o sumo das laranjas e o fermento (que se desfez num pouco de àgua morna) e amassa-se muito bem, até a massa estar macia, elástica e sem se pegar às mãos. Quem o faz manualmente indica que deve amassar pelo menos durante 10 minutos. Eu coloquei os ingredientes no robot, com o utensílio indicado para massas de pão, durante mais de 5 minutos.

Unta-se abundantemente o fundo dum tacho de metal pequeno (o meu tem 16 cm diâmetro) e os lados, com manteiga. Coloca-se uma camada generosa de açúcar amarelo e canela no fundo do tacho e começamos a tratar da massa. Fazem-se bolas de massa com dimensões idênticas, que são estendidas com o rolo da massa formando círculos do diâmetro um pouco menor que o do tacho. Os círculos são besuntados com a manteiga dum lado e do outro e são colocados no tacho alternadamente com camadas generosas de açúcar e canela até ficar a uns dois a três cms da altura do tacho.

Coloca-se o folar a levedar no forno durante uma hora a 50ºC. Quando terminar, aumenta-se o forno para entre 180 a 190ºC e coze durante outra hora.
Quando estiver pronto deve ser desenformando de imediato (vira o tacho ao contrário para cima de um prato), porque se arrefecer, o açúcar fica rijo e agarra-se às paredes do tacho impedindo-o de sair.

Resultado:
Fizémos o primeiro ontem à noite (primeira foto) e, como me esqueci da primeira camada de açúcar e canela no fundo do tacho, ele ficou clarinho e quase sem calda e queimou ligeiramente o topo (que passa a ser o fundo)…
O segundo (segunda foto) foi feito hoje às 6h30 da manhã (por isso é que ’tou com xono…), levou muito mais açúcar, mas não teve o tempo todo a levedar, ficou muito mais pequeno e agora à tarde quando cheguei a casa, o açúcar estava muito duro…
Neste momento está o terceiro no forno, o que sairá dali?

Quero vêr os vossos resultados, mostram?

Fomos só ali fazer um passeio de mais de 20kms

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A convite de uns amigos passámos o dia de aniversário 10º da Beatriz (filha desses amigos) de uma forma diferente da habitual. A antiga escola dela organizou neste dia o 2º passeio anual de bicicleta!

O percurso era de 9,5km para quem partia da Av.Brasil, pela ciclovia, até Monsanto, com o mote: conhece a tua cidade, em segurança pela ciclovia.
Nós começámos logo por fazer mais um kilómetro, porque partimos mesmo de casa (Olivais)! E bem cedinho, às 9h já estavam todos (a meia dúzia cá de casa) a pedalar e sempre a subir!!!!

O grupo organizado, com os atrasos habituais deste tipo de eventos (ah! não há nada como a pontualidade britânica, ou germânica) só iniciou o passeio às 10h30. Depois da Av. do Brasil, explorámos um pouco do Jardim do Campo Grande, passámos para o outro lado, usando o viaduto, que custa a subir, mas a descida sabe muito bem!
Dali foi sempre a subir até à Faculdade de Ciências – Estádio Universitário, novo viaduto, desta vez por cima da 2ªCircular, Telheiras, Largo da Luz, Colombo, Fonte Nova e Mata de S.Domingos de Benfica! Ufa….!!!!
Esperáva-nos uns magníficos grelhados, fruta, bebidas fresquinhas e o bolo de aniversário da Bia (claro, acham que uma estafa destas não merecia um prémio?!)

Depois no regresso é que foram elas – o mesmo percurso, menos pessoas, e o corpo todo dorido, o corpo?! Bem, não todo, mais a zona do final das costas… Essa doía e vai doer ainda mais uns dias!

Não tenho fotos do passeio, não levei máquina, mas tenho estas que vão gostar (espero eu!). Foram tiradas ontem, depois das tarefas terminadas.

Experimentei o meu robot de cozinha – fiz um pão rápido, que foi muito apreciado cá por casa.
A receita vem daqui e é muito, muito fácil! Experimentem!

Fica assim amarelinho, mas a farinha é de trigo!

E à tarde acabei esta lancheira (ou malinha de brinquedos, escolham vocês o nome que gostarem mais).
Mais indicada para crianças de infantário, pelo tamanho que tem, mas acho que se for feita com uns tecidos mais sérios, também serve para adultos.
O que é que vocês acham?

  
A modelo, perdão top model, da foto é a Carolina, que foi uma valente hoje no passeio de bicicleta (ela costuma atrapalhar-se muito a pedalar, mas hoje foi um sucesso!)

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