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dias 18 e 19 – últimos dias em França

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Chegámos a Bordéus, ao final da tarde, as esplanadas dos cafés e restaurantes começavam-se a encher, auxiliadas pela noite quente de Verão, que se instalou serenamente.

Já não fui a tempo de apanhar as lojas abertas, mas decerto que me teria perdido por entre todas estas que avistei…

Reparem bem na quantidade, e variedade de côres e sabores dos macaroons da loja aqui de cima…
E no olhar patusco dos gatos e da lebre, da loja aqui de baixo…

E o que me dizem do mundo das latas vintage aqui em baixo?
Ai, se estivesse aberta!!!!

Dia 19 –

Foi passado pelas praias de Arcachon…

e de Biarritz!

E foi junto à costa norte que entrámos na Peninsula Ibérica, sempre acompanhados pelo Oceano Atlântico!

Vista bonita!

Dias 17 e 18 – em França ‘portuguesa’

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Quando saímos de Lyon, no nosso 17º dia de viagem, seguimos rumo a Regny, para ficar nessa noite, em casa de uns primos do Pedro, luso-descendentes que nos costumam visitar em Agosto, em Lisboa.
Fomos muito bem recebidos, como é hábito dos Beirões, com muita alegria e uma mesa bem cheia.
Sempre achei curiosa e corajosa a saga dos emigrantes, que deixam tudo em busca de uma vida melhor, na esperança de um dia voltar “à terra”. O regresso nem sempre acontece, principalmente porque a família cria raízes no país que os recebeu, e a partida na reforma torna-se mais difícil de acontecer.
Foi aqui que aproveitei para tirar umas fotografias ao “crescimento” do casaco que levei para tricotar na viagem. E se desviarem o olhar do casaco, para o painel de azulejos que está na parede, conseguem perceber que as marcas portuguesas estão sempre presentes, na casa de quem tem coração luso – a imagem é do forcão, da garraiada que ocorre nas festas da Rebolosa, concelho do Sabugal, de onde a família paterna do Pedro é oriunda.

E foi neles que pensei ontem, quando fui ao cinema vêr A Gaiola Dourada e me emocionei com o fado cantado pela Catarina Wallenstein…
Soltei muitas gargalhadas ao longo do filme, mas nesta parte, não pude impedir as lágrimas de correrem pelo rosto abaixo, ao som destas palavras… “Talvez que eu morra na noite onde a morte é natural as mãos em cruz sobre o peito. Das mãos de Deus tudo aceito, mas que morra em PORTUGAL”

Dias 16 e 17 – Auf wiedersehen Alemanha – Hallo Suíça

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Iniciámos o regresso no Domingo de manhã cedo, ainda não eram 8h quando saímos de casa da Hilde, em Altstaedten. A primeira paragem ainda foi na Baviera, numa cidade-ilha chamada Lindau. O ambiente da terra, com os seus edifícios acolhedores e a entrada para o lago (Bodensee/Konstanzsee) fizeram-me ter a certeza que teríamos passado aqui um dia inteiro, a descobrir locais mágicos!

Temos que cá voltar, pois os 30 minutos que lhe dedicámos, com o nascer do dia, foram insuficientes para a sua beleza!

A paragem seguinte também prometia…
A velocidade e a força com que o rio Reno cai na Suiça, em Schaffhausen, para subir para o norte da Europa, desaguando no mar do Norte, é um espectáculo inesquecível!

Ainda com algum sol, mas muito envergonhado, num dia que se revelou quente e abafado estivemos em Berna, capital da Suíça.

Enquanto os jovens viajantes portugueses se distraiam com um jogo de xadrez tamanho XL, os suíços divertem-se no rio que banha a cidade, o rio Aar.

Na ausência de praia, com um rio tão grande e com uma corrente muito forte, os habitantes da capital usam o rio como “escorrega”. Levam bóias e barcos insufláveis para descer o rio inúmeras vezes, por entre enormes gargalhadas e momentos de prazer e pura diversão.
(A subida faz-se a pé ao longo da margem.)

As imagens não conseguem transmitir a velocidade a que estas pessoas desciam o rio, mas garanto-vos que me fez lembrar o Slide & Splash em dia de azáfama. Os grupos em fato de banho que se veêm na margem oposta, são os nadadores que caminham para a “entrada” do rio, para retomarem a diversão.

O resto do dia já foi de nevoeiro. E foi assim que avistámos o lago Leman, em Lausanne.

Para terminarmos num chalé nos Alpes suíços, em Leysin, a 30 kms da cidade conhecida como capital dos desportos de Inverno.

A noite foi de trovoada e o dia seguinte foi de chuva forte. E sem parar…

Dia 17 – Vimos uma versão molhada da Suíça!

Em Lausanne foi assim…

Uns minutos fora do carro, para esticar as pernas, tiveram que ser debaixo de um abrigo…

E em Genève, o cenário manteve-se…

O edifício das Nações Unidas, visto do carro, com luz forçada…

e com luz natural…

O Jet d’Eau (ou geiser) nem se nota na fotografia… mas quando se passava perto, conseguia-se ver a força da água a subir cerca de 140m de altura.

Bem, sendo assim… teremos que voltar à Suíça em dias de sol!

Dia 15 – a despedida do Allgäu

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E no último na Alemanha, fizemos a despedida com uma subida às montanhas.
Primeiro num teleférico grande, de cabina, subimos a 2.037m acima do nível do mar, perto de Oberstdorf, no Fellhorn, cuja ‘máquina’ que faz hoje 40 anos de vida.
Depois fomos experimentar o elevador das cadeiras, e ver a pista de saltos de esqui, muito procurada nos meses de Inverno, especialmente na última semana do ano, altura em que transmitem em directo o campeonato, na televisão. Imaginem tudo isto branquinho!!!
E o dia acabou com uma breve visita a uma feira de artesanato, em Fischen, com materiais, peças e apresentação tão diferente das nossas.
A última paragem incluiu uma refeição de ‘Wienerschnitzel’.
E as portas do WC têm o mesmo casal de figuras típicas da zona, que eu tenho nuns postais que comprei por cá há mais de 20, quando cá estive a primeira vez!
São muito patuscos!

Dia 14 – Kempten

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Kempten é a maior cidade aqui desta zona da Alemanha (Allgäu). Ontem fizemos-lhe uma visita e a primeira paragem do nosso dia inclui sempre um café! É do que sentimos mais falta quando estamos fora do País. Café bom, como a nossa bica, só em Itália, de resto sabem sempre a pouco.
As igrejas têm um aspecto exterior muito diferente das nossas, não costumo entrar em todas, mas gosto sempre de ver as flores que decoram as fachadas. E os relógios também são sempre objecto da minha atenção. (Eu só tiro o relógio de pulso para tomar banho, sabiam? Nem de férias o largo!)

As floristas são as lojas que mais gosto de ver e fotografar fora do nosso país. A apresentação que têm deixam-me com vontade de trazer os vasos todos comigo!

E as flores na rua… lindas, não são?

Dias 12 e 13 – um dia de descanso vs um dia agitado

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Uma viagem longa, como a nossa, pede ao fim de algum tempo, um dia de pausa!

Foi o que fizemos na 4ª feira. Ficámos na aldeia, elas ajudaram a Hilde a preparar as folhas de menta a secar, numa máquina própria para o efeito, para depois serem utilizadas no chá. Também pode ser utilizada para desidratar finas rodelas de maçã. São excelentes e saudáveis snacks!

Fizeram queques de canela e chocolate.
Fizeram pinturas com carimbos feitos de batatas.

Enquanto nós apreciávamos pormenores da terra.

Dia 13 – Legoland

13º dia de viagem. O nr 13 é conhecido por ser um dia de azar, a mim calhou-me uma forte dor de cabeça que me fez companhia de manhã à noite…
Por esse motivo, não houve grande disposição para fotos, pois o sol incomodou-me imenso.
Ficam algumas imagens da MiniLand, partes de cidades alemãs, todas feitas em Lego, num pormenor extremamente minucioso. Digno de visita (não me fizeram falta as montanhas-russas do parque temático).
Mini-Neuschwanstein 
Mini-Aeroporto de Frankfurt

Mini-Estádio do Bayern de Munique

Mini-Ponte de Rialto em Veneza

Mini-Praça de S.Marcus em Veneza.
E nós, de carne e osso, com a fotógrafa em acção.

Dia 11 – Munique

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Munique – a capital da Baviera!
Mais um dia de calor, onde os repuxos e as fontes passam a ter o papel principal, para quem as visita!
Fomos de carro até Germering, uma zona nos subúrbios de Munique, onde estacionámos no parque da estação – a custo zero!
Apanhámos o comboio (S-Bahn, linha 8, so… S8!), com um único bilhete para todos, o PartnerTicket, que dá para 5 adultos (duas crianças entre os 6 e os 14 contam como 1 adulto) – €13,40! Embora não tivéssemos utilizado, este bilhete serve também para o metro (U-Bahn) e autocarros por toda a cidade, nas duas zonas (München XXL).
Confirmámos, uma vez mais, que este país gosta das famílias grandes, evitando custos desnecessários e promovendo o turismo interno. Vielen Danke für eure Sörgen!
Vimos edifícios decorados, 
Músicos de rua,
A Marienplatz, com o belo edifício da câmara da cidade,
Igrejas bonitas,
E o ViktualenMarkt ali pertinho do centro!

Ficámos até às 17h para ouvir os sinos (Glöckenspiel) tocar e assistir à dança dos bonecos que representam as danças da Baviera!

Para quem lá vai, aviso que no Verão (de Março a Outubro) tocam às 11h, 12h e 17h, nos restantes meses tocam apenas às 11h e às 12h.
Desabafo… Estive pouco tempo, os miúdos quiseram entrar em muitas lojas grandes como o Kaufhof, o Karstadt e a Ambercrombie & Fitch… e eu vi pouco das pequenas lojas que existem fora do centro… Valeu-me o ViktualenMarkt!

Dia 10 – castelo de contos de fadas

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O objectivo deste dia era o de visitar um dos castelos mais famosos do mundo: Neuschwanstein!
Está aqui tão perto de nós, a apenas 70kms, que seria impossível deixar esta visita para outra ocasião.
Se lá forem, recomendo que:
– reservem o bilhete de véspera via internet (só é possível mesmo de véspera), caso contrário poderão ter que enfrentar uma fila de duas longas horas ao sol, tal como nós, para poderem marcar lugar para a visita guiada dali a 4 horas!!!
– os bilhetes compram-se em baixo, no ticket centre, e as deslocações para o castelo fazem-se a pé (cerca de 40minutos a andar);
– de charrete (€6/p. a subida e €3/p. a descida) + 15minutos a andar;
– de autocarro (€2,80 a subida, ou €3,60 ida e volta)  + 15minutos a andar;
– se por acaso não seguirem a primeira recomendação, levem protector solar, para evitar escaldões a fila dos bilhetes (o meu ombro esquerdo bem se queixou…);
– só mais uma achega – não é possível visitar o castelo sozinho, só com guia. As visitas com um guia estão disponíveis em inglês e alemão. As restantes línguas, de entre elas o português, estão disponíveis mediante áudio-guia gratuitamente, que nós utilizámos e o que nos foi muito útil.
Enquanto nós derretíamos ao sol, eles entretinham-se com jogos, ou na conversa, mas sempre à sombra. Esteve um excelente dia de Verão e as sombras estavam superlotadas!
Já vos disse que crianças até aos 18 anos não pagam?
É verdade!
Se fizerem esta visita num dia de calor, levem fato de banho, vai-vos saber muito bem nadar neste lago lindíssimo!

Sim, sim, é permitido!!!

No tempo de espera que tivemos até à hora da visita, deu para almoçarmos, conhecermos um pouco dos edifícios bonitos daquele espaço e ainda refrescar nas sombras à beira do lago. Os miúdos foram para dentro de água, era muito limpa!

O castelo visto de baixo!

A paisagem circundante vista de cima!
Não percam, vale a pena conhecer de perto um pouco da loucura e extravagância deste Rei Ludwig II da Baviera, a quem se deve a construção do castelo!

Dias 8 e 9 – encontro com a Natureza

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Sempre que venho a esta região, tiro um dia para visitar as escarpas de Breitachklam. Recomendo vivamente o passeio, a paisagem é magnífica e o contacto com a Natureza faz-nos muito bem, principalmente a nós, gente da cidade!
E não se esqueçam de trazer calçado adequado, pois por vezes o piso é muito escorregadio.
Depois de longas caminhadas por caminhos estreitos, e entre as rochas, descansámos nuns banco que tinham sido colocados no alto desta montanha, para que fosse celebrada uma missa campal.

Passámos a tarde a descansar, depois de uma longa semana em que fizemos mais de 3.200 kms!
Dia 9 – água!!!!
Habituados que estão a passar férias na praia, os miúdos adoraram este dia passado no lago Klein Alpsee! Fica em Immenstadt, a entrada foram apenas 12€ (só cobraram entrada de 2 adultos e duas crianças, as restantes crianças, desde que sejam irmãs, não pagam. Isto sim é um incentivo à natalidade, na maioria dos espaços públicos, as crianças não pagam!).
Ao contrário do que pensei inicialmente, a água do lago tinha uma temperatura óptima – cerca de 22/23ºC! Fantástica – estava melhor que a da piscina!

Caretas ao sol!

Dia 7 – de Itália à Alemanha, passando pela Áustria

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Nestes últimos dois dias ficámos alojados em Pádua, fica a 100 kms de Verona e a 20 kms de Veneza. O alojamento não é tão caro como na cidade mais visitada do mundo e ainda temos a vantagem de poder visitar um espaço dedicado ao nosso Santo António.
Foi o que fizemos à despedida de Itália. O nosso tempo estava limitado, porque nos esperava mais uma viagem de quase 400kms. E a pressa foi tanta, que sem pensarmos, seguimos em direcção à primeira Basílica que vimos. De passo acelerado e muito decididos, atravessámos a praça da cidade direitinhos… à Basílica de Sta. Giustina!!!! (A imagem na fotografia acima)
Embora o aspecto exterior não nos parecer o mesmo de há dois anos atrás, só quando chegámos à porta é que confirmámos a nossa suspeita – não é esta! Toca a atravessar a praça em sentido contrário!!!

A Basílica está em obras, por isso as fotos não fazem jus à devidas honras que o nosso Sto. António, que também é de Pádua, aqui tem – uma Basílica enorme, onde se pode ver o seu espólio, os restos mortais e o seu túmulo. Em Lisboa, temos uma capela pequena, mas muito devota! 
No interior não é possível fotografar, mas adianto-vos que o espaço é riquíssimo, e o túmulo tinha inúmeras fotografias de pessoas a agradecer os milagres que lhe são atribuídos.
(Só um aparte: a minha filha Carolina garantiu logo que a sua pediatra, a Dra. Paula Garcia, tem muito mais fotografias no seu consultório!)
O trajecto entre o Norte da Itália, a travessia da Áustria e a entrada no Sul da Alemanha foi sempre acompanhado da vista encantadora das montanhas e de vez em quando alguns lagos.
Saímos de Pádua com 32ºC e encontrámos a Áustria com 16ºC e chuva à despedida. Nós perdoamos, porque a vista era magnífica e eu ainda consegui tricotar, num bocadinho em que me sentei atrás, deixando um dos miúdos fazer de co-piloto.
Com uma vista destas, quem se pode aborrecer com o tempo fresco e chuvita?!

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